https://journals.scientia.international/SIJLLA
Scientia International Journal for
Linguistics, Letters and Arts
Vol. 1, 1 (2026)
Tipo: [Artigo de Pesquisa] | DOI: 10.56365/bdq69306
XXXX-XXXX © 2026 Os autores. Publicado por Scientia.International S.L. (Espanha).
Artigo de acesso aberto sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0).
Português como Língua de Acolhimento (PLAc): perspectivas de uma
política linguística em implementação
Carina Merkle, Gilvan Müller de Oliveira, Wesley Henrique Prates, Elis Gorett da Silveira Lemos, João
Carlos Dias Furtado, Willian Canova dos Santos, Airton Yukio Soares Matsushima, João Barreiros, Cleonis
Viater Figueira, Marlene Gonçalves Lopes, Myller Augusto Santos Gomes, Larissa Rizzi Varela
Resumo
A partir do conflito bélico entre Rússia e Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, o estado do Paraná, que possui em sua história
registros de migração ucraniana, instituiu, por meio da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico
do Estado do Paraná (FA), um projeto humanitário e de internacionalização em fluxo contínuo, por meio da Chamada Pública
09/2022 Programa de Acolhida a Cientistas Ucranianas/os. A iniciativa gerou demanda pelo ensino-aprendizagem de língua
portuguesa para esses refugiados. Nesse contexto, o Paraná Fala Idiomas (PFI), política linguística utilizada como estratégia
paranaense para o processo de internacionalização das instituições universitárias estaduais, lançou e implementou o projeto piloto
PFI Português como Língua Adicional (PFI-PLA), ofertado de forma remota a pesquisadoras/es ucranianas/os e seus familiares,
na perspectiva de Português como Língua de Acolhimento (PLAc). Posteriormente, o PFI-PLAc foi ampliado para estudantes do
Programa de Estudantes-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE) de três universidades estaduais paranaenses.
Além disso, o projeto passou a atender estudantes estrangeiros de programas de pós-graduação (PPGs) das instituições de ensino
superior do estado. Considerando a língua portuguesa como instrumento para a internacionalização, o objetivo deste artigo é
resgatar a trajetória do PFI-PLAc, no recorte temporal entre 2022 e 2025. Como metodologia, adota-se uma abordagem qualitativa,
baseada em pesquisa bibliográfica e documental. Os resultados indicam a implementação da língua portuguesa como instrumento
de internacionalização nas Instituições de Ensino Superior (IES) paranaenses por meio do PFI-PLAc, que, além de atender
pesquisadoras/es ucranianas/os e seus familiares, expandiu-se para estudantes do PEC-PLE e para estudantes estrangeiros dos PPGs
paranaenses. Conclui-se que, a partir desse projeto piloto, evidencia-se a demanda pela consolidação de uma política linguística de
língua portuguesa que ultrapasse a condição de iniciativa piloto. Como desdobramento futuro, iniciou-se a criação de um repositório
da memória do projeto em um site. Para ampliar o acesso ao presente texto, incluiu-se também sua interpretação em Libras.
Palavras-chave: língua portuguesa; internacionalização; ambiente virtual.
Interpretação em Libras: link libras
Detalhes do artigo | Avaliação por pares aberta
Editado por:
William Jônatas Vidal Coutinho
Hudson do Vale de Oliveira
Avaliado por:
Juliana Porto Machado
Anna Claudia Amaral Juliace
Citação:
Merkle, C., et al. (2026). Português como Língua de
Acolhimento (PLAc. https://doi.org/10.56365/bdq69306
Histórico do artigo
Recebido: 16/12/2025
Revisado: 24/03/2026
Aceito: 19/06/2026
Disponível:24/07/2026
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
1. Introdução
O conflito bélico entre Rússia e Ucrânia, em fevereiro de 2022, desencadeou uma série de mobilizações
em diferentes partes do mundo. No Brasil, o estado do Paraná destacou-se nesse contexto não apenas pela
resposta institucional ao cenário emergencial, mas também por sua histórica relação com processos
migratórios ucranianos. Esse caráter multilíngue do estado constitui um elemento relevante para compreender
iniciativas contemporâneas voltadas ao acolhimento linguístico e acadêmico.
Nesse cenário, a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado
do Paraná (FA), agência de fomento à pesquisa do estado, lançou a Chamada Pública 09/2022, em fluxo
contínuo, voltada à acolhida e integração de pesquisadores e seus familiares afetados pelo contexto da guerra.
Entre as ações decorrentes dessa política institucional, destaca-se a articulação com o programa Paraná Fala
Idiomas (PFI), que passou a desenvolver uma iniciativa piloto voltada ao ensino de português em perspectiva
de acolhimento (PLAc).
Nesse contexto, emerge o Projeto Piloto do Paraná Fala Idiomas Português como Língua de
Acolhimento, inicialmente denominado PFI- Português como Língua Adicional (PFI-PLA) e posteriormente
consolidado como PFI-PLAc. Tal iniciativa insere-se no campo das políticas linguísticas institucionais e
acadêmicas, ao propor ações voltadas ao ensino de português para pessoas em situação de deslocamento ou
mobilidade forçada, considerando dimensões linguísticas, sociais e culturais do processo de acolhimento.
Diante desse cenário, o objetivo deste artigo é resgatar a trajetória do PFI-PLAc no recorte temporal
compreendido entre 2022 e 2025, buscando evidenciar os processos institucionais, acadêmicos e linguísticos
que marcaram a implementação e o desenvolvimento da iniciativa. Para tanto, a organização do texto está
estruturada da seguinte forma: inicialmente apresenta-se a metodologia adotada; em seguida, realiza-se uma
contextualização do programa Paraná Fala Idiomas; posteriormente discute-se a fundamentação teórica que
sustenta a proposta; na sequência, apresenta-se o histórico do Projeto Piloto Paraná Fala Idiomas Português
como Língua de Acolhimento (PLAc); e, por fim, são apresentados os resultados, as considerações finais e
as referências.
2. Metodologia
A metodologia deste trabalho é de natureza qualitativa, conforme os pressupostos de Martin W. Bauer e
George Gaskell (2002), fundamentando-se na análise documental e na pesquisa bibliográfica. Para a
investigação, adotou-se o recorte temporal entre 2022 e 2025, período correspondente ao contexto histórico
de implementação do projeto piloto PFI-PLAc.
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
A análise documental baseou-se no levantamento e exame de editais, relatórios e materiais produzidos ao
longo da execução do PFI-PLAc. Já a pesquisa bibliográfica apoiou-se em produções teóricas relacionadas à
perspectiva da política linguística, com ênfase no Português como Língua de Acolhimento (PLAc) e nos
diferentes atores envolvidos nesse processo, tais como universidades, fundações de fomento, pesquisadores
e estudantes.
3. Contextualização do Paraná Fala Idiomas
O Programa Paraná Fala Idiomas (PFI) constitui uma política linguística do estado do Paraná vinculada à
Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), que, desde 2014, promove
ações voltadas ao ensino e à aprendizagem de idiomas, bem como ao processo de internacionalização das
instituições de ensino superior estaduais. Para Calvet (2007, p.11) “ política linguística é a determinação das
grandes decisões referentes às relações entre as línguas e a sociedade”. Assim, o PFI foi concebido como
um programa destinado a organizar e desenvolver iniciativas relacionadas às línguas no estado do Paraná,
contribuindo, assim, para o fortalecimento de uma política linguística estadual (Rios, Novelli; Calvo, 2021).
No que se refere à sua estrutura organizacional, o programa articula diferentes instâncias institucionais. A
gestão ocorre no âmbito da SETI, em parceria com a Unidade Gestora do Fundo Paraná (UGF), sendo
conduzida por uma Coordenação Estadual e por um Conselho Gestor. Paralelamente, a implementação das
ações ocorre no interior das instituições estaduais de ensino superior, que organizam suas equipes locais de
acordo com as diretrizes do programa.
Participam dessa estrutura as seguintes universidades estaduais paranaenses: Universidade Estadual de
Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Ponta Grossa
(UEPG), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Universidade Estadual do Centro-Oeste
(UNICENTRO), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Universidade Estadual do Paraná
(UNESPAR) e Universidade Virtual do Paraná (UVPR).
Em cada uma dessas instituições, a execução do programa conta com uma equipe composta por
coordenador institucional, orientador pedagógico, instrutores de idiomas e estagiários de graduação. A
organização dessa estrutura pode ser observada no organograma apresentado a seguir.
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
Figura 1 Organograma do PFI.
Nota. adaptado por meio da plataforma Gemini (IA) de (Rios, Novelli, Calvo, 2021, p.25)
O primeiro idioma implementado no programa foi o inglês, inicialmente concebido como projeto piloto
denominado PFI-Inglês, que posteriormente se consolidou como parte integrante da política linguística. Em
seguida, foram incorporados os idiomas francês e espanhol. Já em 2022, a partir dessa trajetória, derivou-se
do PFI o projeto piloto PFI-PLAc.
4. Fundamentação teórica
O PFI-PLAc ao promover ações de ensino de português voltadas ao acolhimento de pesquisadores
estrangeiros e seus familiares nas universidades estaduais do Paraná, configura-se como uma intervenção
planejada no campo linguístico, articulada às políticas públicas de internacionalização e de acolhimento
acadêmico. De acordo com Oliveira (2016, p. 382), “as políticas linguísticas são uma área das políticas
públicas, concebidas e executadas por instituições que têm ingerência na sociedade, como os Estados, os
governos, as igrejas, as empresas, as ONGs e associações, e até as famílias”. A partir dessa perspectiva, o
PFI-PLAc pode ser compreendido como uma ação de política linguística institucional, desenvolvida no
âmbito das universidades e de órgãos de fomento estaduais, que busca responder a demandas sociais
específicas por meio do ensino da língua portuguesa como instrumento de integração acadêmica, social e
cultural.
Nesse cenário, o ensino de português passou a ser pensado não apenas como oferta de língua estrangeira,
mas também como instrumento de integração acadêmica e social, aproximando-se das discussões teóricas
sobre Português como Língua Estrangeira (PLE), Português como Língua Adicional (PLA) e Português como
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
Língua de Acolhimento (PLAc). É a partir desse enquadramento que se torna relevante discutir as diferentes
concepções que orientam o ensino de português para falantes de outras línguas.
Com base nas contribuições de Maria José dos Reis Grosso (2010), José Carlos Paes de Almeida Filho
(2007) e Vilson J. Leffa e Vânia Irala (2014), é possível compreender que as diferentes denominações
atribuídas ao ensino de português para falantes de outras línguas refletem distintos enquadramentos teóricos
e contextuais.
O conceito de Português como Língua Estrangeira (PLE), associado à tradição do ensino de línguas
descrita por Almeida Filho (2007), refere-se ao ensino do português a aprendizes que se encontram fora do
espaço sociolinguístico onde a língua é utilizada cotidianamente, sendo estudada sobretudo como objeto de
conhecimento cultural e comunicativo.
o termo Português como Língua Adicional (PLA), defendido por Leffa e Irala (2014), desloca o foco
da noção de “estrangeiro” para uma perspectiva mais inclusiva, entendendo a língua como um acréscimo ao
repertório linguístico do sujeito, construído a partir das línguas que ele possui, independentemente de
ordem ou hierarquia entre elas. Quanto a isso, Leffa e Irala (2014, p.33-34) afirmam que “tenta-se adquirir a
língua adicional não para servir aos interesses de outros países, mas aos próprios interesses”.
Por sua vez, Português como Língua de Acolhimento (PLAc), conforme discutido por Grosso (2010),
emerge em contextos migratórios e humanitários e refere-se ao ensino da língua voltado a imigrantes ou
refugiados que necessitam do português para inserção social, acesso a direitos e participação na vida cotidiana
da sociedade que os recebe. Grosso (2010, p.74) aponta que
[...] língua de acolhimento aproxima-se da definição dos conceitos de língua estrangeira e língua
segunda, embora se distinga de ambos. É um conceito que geralmente está ligado ao contexto de
acolhimento, expressão que se associa ao contexto migratório, mas que, sendo geralmente um público
adulto, aprende o Português não como língua veicular de outras disciplinas, mas por diferentes
necessidades contextuais, ligadas muitas vezes à resolução de questões de sobrevivência urgentes,
em que a língua de acolhimento tem de ser o elo de interação afetivo (bidirecional) como primeira
forma de integração (na imersão linguística) para uma plena cidadania democrática.
Assim, enquanto o PLE enfatiza o ensino da língua em contexto externo à comunidade de uso, o PLA
destaca a ampliação do repertório linguístico em contextos plurilíngues, e o PLAc enfatiza a função social e
integradora da língua em situações de mobilidade humana e acolhimento.
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
5. Histórico do Projeto Piloto Paraná Fala Idiomas Português como Língua de
Acolhimento (PLAc)
O PFI-PLAc surgiu em um contexto marcado pelo conflito bélico entre Rússia e Ucrânia, iniciado em
fevereiro de 2022. Nesse cenário, a Fundação Araucária lançou a Chamada Pública 09/2022, em fluxo
contínuo, destinada à recepção de pesquisadores ucranianos. A iniciativa considerou tanto o caráter
multilíngue do estado do Paraná quanto às demandas de internacionalização das instituições estaduais de
ensino superior. A chamada previa benefícios não apenas aos pesquisadores, mas também a seus familiares.
Posteriormente, outras iniciativas complementaram essa ação, como a Chamada Pública 10/2022
Universidades Amigas: Ucrânia e a Chamada Pública nº 15/2024 Permanência de Ucranianos.
Nesse contexto, o Paraná Fala Idiomas (PFI), enquanto política linguística estadual, instituiu um projeto
piloto inicialmente denominado PFI-PLA, posteriormente reformulado para PFI-PLAc (Português como
Língua de Acolhimento). O projeto teve caráter emergencial e foi desenvolvido de forma remota. Sua gestão
inicial esteve a cargo da coordenação estadual do PFI, sob responsabilidade de Eliane Segati Rios, vinculada
à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Para viabilizar a execução do projeto piloto, a UENP
lançou editais destinados à seleção de dois orientadores pedagógicos, cinco instrutores de língua e um
estudante de graduação, que, juntamente com a coordenação estadual, constituíram a equipe responsável pela
implementação da iniciativa, como segue na figura 2.
Figura 2 Organograma do PFI-PLAc.
Nota: autores (2026) por meio de Plataforma Gemini (IA).
A gestão dos recursos foi realizada pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
(SETI) em parceria com a Unidade Gestora do Fundo Paraná (UGF). Nesse contexto, a equipe de bolsistas
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
pôde permanecer no projeto por um período máximo de dois anos, duração que correspondeu ao tempo total
de execução do projeto.
O projeto tinha como finalidade o ensino-aprendizagem de português como língua de acolhimento (PLAc).
Todas as atividades foram desenvolvidas remotamente, por meio de reuniões realizadas na plataforma Google
Meet, além de comunicação via WhatsApp e e-mail. Os materiais produzidos e utilizados durante o projeto
foram armazenados em um repositório compartilhado no Google Drive.
Como se tratava de uma iniciativa inédita no âmbito do programa, a equipe precisou estruturar o projeto
desde o início, estabelecendo contatos com instituições estrangeiras que possuíam experiência no ensino
de PLAc para ucranianos, elaborando o plano de curso, produzindo materiais didáticos, promovendo a
formação de professores de diferentes áreas de conhecimento, além de realizar mediação de conflitos e
reuniões semanais de acompanhamento.
Os primeiros contatos com os pesquisadores ucranianos e seus familiares que chegavam ao estado do
Paraná eram encaminhados à equipe a partir das informações recebidas pela Fundação Araucária. Dessa
forma, a captação e o acolhimento inicial desses participantes ocorreram principalmente por meio de trocas
de e-mails. Esse processo apresentou desafios significativos, uma vez que o idioma ucraniano não era de
domínio da equipe. Assim, a comunicação inicial foi frequentemente mediada por ferramentas de tradução
automática, como o Google Tradutor, que muitos dos pesquisadores também não dispunham de outra
língua em comum para a interação.
Do segundo semestre de 2022 até aproximadamente o segundo semestre de 2023, o projeto permaneceu
vinculado à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Posteriormente, quando Eliane Segati Rios
foi convidada pela Fundação Araucária para assumir a Assessoria de Projetos Estratégicos Internacionais da
instituição, mantendo-se na coordenação estadual do Paraná Fala Idiomas (PFI), o projeto piloto PFI-PLAc
passou a ser vinculado à Universidade Estadual de Londrina (UEL), sob a gestão da assessora de Relações
Internacionais Viviane Baggio Furtoso.
Durante essa transição institucional, houve um breve período de interrupção das atividades para a
regularização dos trâmites administrativos. Entre 2023 e 2024, o projeto foi ampliado. Além das ações de
PLAc destinadas a pesquisadores ucranianos e seus familiares, os cursos remotos passaram a contemplar
também estudantes do Programa de Estudantes-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE)
e discentes de programas de pós-graduação das instituições de ensino superior paranaenses. Nesse período,
ainda sob a tutela da UEL, foi realizado o I Encontro do Paraná Fala Idiomas Português (I EPAFIP), evento
no qual os estudantes apresentaram resumos acadêmicos por meio de apresentações orais em formato remoto.
Também durante o vínculo com a UEL, a equipe do projeto piloto organizou materiais para a
implementação de um piloto voltado à Universidade Virtual do Paraná (UVPR), atividade realizada em
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
dezembro de 2024, ocasião em que foi comemorado o marco de 10 anos de PFI, que apesar de mudanças
governamentais manteve sua continuidade histórica. Em fevereiro de 2025, o projeto foi descontinuado, com
a perspectiva de um possível retorno não mais como projeto piloto, mas como parte estruturante da política
linguística do Paraná Fala Idiomas. No segundo semestre de 2025, a Fundação Araucária lançou o
documentário Rodyna, que retrata o processo de acolhimento de pesquisadores ucranianos no estado do
Paraná. Segue infográfico (Figura 3) para representar a linha histórica do PFI-PLAc.
Figura 3 Linha histórica do projeto PFI-PLAc.
Nota. autores (2026) por meio de Plataforma Gemini (IA).
Em 2026, o PFI encontra-se em fase de discussão sobre a inserção da língua portuguesa como componente
formal da política linguística do programa.
6. Resultados e discussão
As ações resultadas do PFI-PLAc relacionadas ao período em que esteve vinculado à UENP estão no
quadro informativo a seguir.
Tabela 1 PFI-PLAc UENP.
Dimensão / Atividade
Descrição
Período de vigência
Junho a novembro de 2022.
Público atendido
Aproximadamente 23 pesquisadores ucranianos e seus
dependentes em situação de refúgio decorrente da guerra na
Ucrânia.
Oferta do curso
Curso de Português como Língua de Acolhimento (PLAc)
voltado ao desenvolvimento de competências linguísticas
necessárias para a integração social e acadêmica no Brasil.
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
Dimensão / Atividade
Descrição
Planejamento pedagógico
Realização de reuniões semanais para planejamento
metodológico, acompanhamento das atividades e discussão
das práticas de ensino.
Elaboração do plano de curso
Plano elaborado coletivamente pelos professores do projeto,
considerando as demandas linguísticas e socioculturais do
público participante.
Unidades do curso
1. Apresentação pessoal “quebrando o gelo”; 2. Compras
“pechinchando”; 3. Localização, lugares e serviços – “vê se
eu tô lá na esquina”; 4. Saúde – “saúde de ferro”; 5. Moradia
e estadia “casa da mãe Joana”.
Objetivos de aprendizagem
Desenvolver habilidades comunicativas básicas, como
apresentar-se em português, informar dados pessoais,
compreender números e documentos (como CPF), ampliar
vocabulário sobre lugares da cidade, expressar necessidades
cotidianas e realizar interações em situações como compras e
busca por serviços.
Formação inicial da equipe
Encontro formativo com Mirna Slava Kirylowicz Voloschen,
integrante da Sociedade Ucraniana do Brasil, professora de
ucraniano e coautora do Dicionário UcranianoPortuguês,
para orientação sobre aspectos linguísticos e culturais do
público atendido.
Trocas internacionais de experiência
Reuniões com João Barreiros, coordenador do portal RTP
Ensina (Portugal), para discutir experiências de ensino de
português para imigrantes e orientações para elaboração do
site do projeto.
Parceria com escola portuguesa
Encontros com o Agrupamento de Escolas Gabriel Pereira
(Évora, Portugal), especialmente com os professores Luísa
Guerreiro e Manuel António P. Correia Dias, que
compartilharam experiências no ensino de português para
estrangeiros.
Integração dos participantes
Realização de encontro virtual entre pesquisadores
ucranianos que já estavam no Brasil e aqueles que ainda
chegariam, promovendo troca de experiências sobre
adaptação, cultura, documentação, moradia e deslocamento.
Criação de site informativo
Desenvolvimento de um site com informações úteis aos
participantes e familiares: contatos do programa,
apresentação da equipe, informações sobre universidades
paranaenses, vídeos sobre o estado do Paraná, mapas e
orientações gerais.
Formação continuada da equipe
Discussões acadêmicas sobre ensino de português para
migrantes, incluindo temas como diferenças entre PLA e
PLAc, produção de materiais didáticos, metodologias e
avaliação.
Participação de especialistas
Encontro com a pesquisadora Carla Alessandra Cursino, que
compartilhou experiências teóricas e práticas no ensino de
português como língua de acolhimento.
Produção acadêmica
Apresentação do resumo “Ucrânia, Brasil e a língua
portuguesa como acolhimento” na II Conferência Freire
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
Dimensão / Atividade
Descrição
(UFRJ, IFRJ e Universidade de Cambridge). Submissão do
relato “O ensino de Português como Língua de Acolhimento
para Ucranianos” no VIII Encontro de Integração da UENP.
Atividades de formação
Encontro com o psicólogo Danilo Pichioli Silveira sobre
saúde mental e acolhimento; encontro com a pedagoga
Adriane Franco Duarte sobre trabalho em equipe e práticas
pedagógicas online; reencontro com Mirna Slava Kirylowicz
Voloschen para avaliação e aprimoramento do curso.
Nota. PFI-PLAc.
As ações resultadas do PFI-PLAc relacionadas ao período em que esteve vinculado à UEL estão no quadro
informativo a seguir.
Tabela 2 PFI-PLAc UEL.
Dimensão/Atividade
Descrição
Programa
Programa Paraná Fala Idiomas Português como Língua de
Acolhimento (PFI-PLAc) Fase 2
Natureza
Projeto piloto de extensão
Período de execução
Agosto de 2023 julho de 2024
Coordenação
Viviane Aparecida Bagio Furtoso
Instituições envolvidas
SETI, Fundação Araucária, Fundo Paraná, universidades
estaduais do Paraná
Vinculação institucional
Inicialmente vinculado à UENP (2022); posteriormente
realocado para a UEL
Equipe pedagógica
2 orientadores pedagógicos e 5 instrutores de idiomas
Orientadores pedagógicos
Carina Merkle; João Carlos Dias Furtado
Instrutores
Ana Elisa Lima Germano; Rodrigo do Amaral Munhoz - não
chegou a ministrar as aulas, se retirou do projeto e foi
substituído por Ana Letícia Carneiro de Oliveira; Mariana
Clara de Lima da Silva; Wesley Henrique Prates; Amanda
Letícia Souza Cordovil Dias, posteriormente se retirou do
projeto e foi substituída pela instrutora Carla Alessandra
Cursino
Público atendido
53 pessoas (23 pesquisadores ucranianos; 30 estudantes
PEC-PLE e estudantes PPGs)
Plataformas utilizadas
Google Meet, Google Sala de Aula, Google Drive
Principais ações pedagógicas
Construção de planos de curso; organização de materiais
didáticos; oferta de cursos de Português como Língua de
Acolhimento (PLAc); cursos de gêneros acadêmicos para
pesquisadores ucranianos
Ações de gestão e formação
Reuniões semanais; formação de professores; atendimento
personalizado à equipe; avaliação discente, docente e da
gestão
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
Dimensão/Atividade
Descrição
Ações de integração institucional
Participação em reuniões do PFI em Curitiba; aproximação
entre ensino remoto e presencial nas universidades UEL,
UEM e UNICENTRO
Produção acadêmica e divulgação
Submissão de artigo científico; participação em evento da
FAUBAI; divulgação em redes sociais; envolvimento de
instrutores em programas de pós-graduação
Eventos organizados
I Encontro Paraná Fala Idiomas Português (I EPAFIP)
Nota. PFI-PLAc.
Síntese: PFI-PLAc UENP/UEL
Fundação Araucária
Chamada Pública 09/2022
Programa de Acolhida a Cientistas Ucranianos
Financiamento do projeto PFI-PLA / PFI-PLAc
Paraná Fala Idiomas
Apoio à internacionalização
Ensino de línguas nas universidades estaduais
Inserção na UVPR
UENP Universidade Estadual do Norte do Paraná
Implementação inicial do PFI-PLA
Depoimento, compartilhamento, exposição e entrevista
Participação da equipe na II Conferência Freire: Grupo de Trabalho “Direitos Humanos” (27′42″)
UEL Universidade Estadual de Londrina
Continuidade das ações do PFI-PLAc
Divulgação científica, produção acadêmica, podcast 1 e podcast 2
I Encontro Paraná Fala Idiomas Português (I EPAFIP)
Rodyna (documentário)
Registro audiovisual da experiência
Memória institucional do projeto
Divulgação científica e social
Nota. Autores (2026), por meio da Plataforma IA.
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
A implementação do projeto piloto PFI-PLAc, conforme sintetizado nos quadros e na síntese, evidencia a
articulação entre ações pedagógicas, institucionais e científicas voltadas ao ensino de português para públicos
em situação de mobilidade internacional. Inserido no PFI, o projeto desenvolveu atividades como elaboração
de planos de curso, oferta de turmas de PLAc para pesquisadores ucranianos e seus familiares, estudantes
PEC-PLE e estudantes PPGs, cursos de gêneros acadêmicos, formação docente, além da participação em
eventos acadêmicos e institucionais. Essas ações demonstram que a iniciativa ultrapassa o âmbito
estritamente didático, configurando-se também como estratégia institucional de internacionalização e de
gestão linguística no ensino superior.
Nesse contexto, o ensino de PLAc pode ser compreendido como parte de uma política linguística voltada
à garantia de direitos linguísticos e à inclusão social de migrantes. Como destacam Amaral e Santos, “no
território brasileiro, o PLAc se desenvolve como uma política linguística devido seu caráter emergencial no
contexto de migração, assim sendo uma representação de um ato político que visa garantir dignidade e justiça
social” (2022, p. 11). A oferta de cursos para pesquisadores em situação de refúgio, conforme apresentado
no quadro das atividades do projeto, materializa essa perspectiva ao promover condições linguísticas mínimas
para participação acadêmica e social no país de acolhida.
Além da dimensão humanitária e educacional, o projeto também se relaciona com debates contemporâneos
sobre Políticas e Planejamento Linguístico para a Ciência e a Educação Superior (PPLICES). Segundo Jesus
e Oliveira (2021), a ausência de posicionamentos institucionais mais claros em relação à diversidade
linguística na produção científica contribui para a marginalização de conhecimentos produzidos em diferentes
línguas, uma vez que “por hoje estarem vigentes políticas que privilegiam o monolinguismo na ciência […]
um grande volume de conhecimentos científicos válidos permanece à margem do sistema mundial” (Jesus;
Oliveira, 2021, p. 19). Nesse sentido, iniciativas como o PFI-PLAc, ao oferecer cursos de gêneros acadêmicos
em português e ao apoiar a integração de pesquisadores estrangeiros nas universidades estaduais do Paraná,
contribuem para ampliar as possibilidades de circulação de conhecimentos em português, enfrentando
processos de invisibilização científica. Como ressaltam os autores, na esfera das políticas e planejamento
linguístico para a ciência e a educação superior, muitos saberes permanecem invisibilizados no sistema
global, afetando inclusive línguas internacionais como o português e o espanhol (Jesus; Oliveira, 2021, p.
18-19).
Essa perspectiva também dialoga com a concepção de português como língua policêntrica, discutida por
Oliveira (2013). Para o autor, a internacionalização do idioma depende da internacionalização de sua gestão
e da construção coletiva de estratégias que fortaleçam sua presença global, reconhecendo-o como uma língua
com múltiplos centros de produção e circulação. Nesse sentido, políticas institucionais que promovem o
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
ensino e a difusão do português em contextos internacionais, como o PFI-PLAc, contribuem para consolidar
o idioma como veículo de relações científicas, culturais e econômicas no cenário mundial.
Por fim, cabe destacar que a operacionalização dessas ações ocorreu, em grande parte, em ambientes
digitais e híbridos, envolvendo plataformas como Google Meet e Google Sala de Aula, bem como a
articulação entre diferentes universidades estaduais. Essa configuração dialoga com experiências relatadas
na literatura recente sobre ensino de PLAc em contextos remotos. Conforme apontam Mori, Ferreira e Rocha
(2024, p. 18), “ensinar Português como Língua de Acolhimento remotamente foi um grande desafio”, porém
o uso de teorias e estratégias de ensino remoto possibilitou o desenvolvimento de metodologias colaborativas
essenciais para garantir a efetividade do processo de ensino-aprendizagem, mesmo em contextos adversos.
Assim, as práticas descritas no projeto evidenciam a adaptação pedagógica e institucional necessária para
responder às demandas emergentes de mobilidade acadêmica e migração contemporâneas.
7. Conclusão
A análise da trajetória do projeto piloto PFI-PLAc, desenvolvida entre 2022 e 2025 no âmbito do Programa
Paraná Fala Idiomas, permite compreender de forma concreta como uma política linguística pode ser
construída, articulada institucionalmente e implementada no contexto do ensino superior. Ao longo de sua
execução, o projeto mobilizou diferentes atores institucionais como universidades estaduais, órgãos de
fomento e equipes pedagógicas além de desenvolver ações de ensino, formação docente e produção
acadêmica voltadas ao atendimento de públicos em situação de mobilidade internacional, especialmente
pesquisadores e familiares em situação de refúgio.
Nesse sentido, a experiência do PFI-PLAc evidencia que políticas linguísticas não se constituem apenas
em documentos normativos, mas se materializam por meio de práticas institucionais, decisões
administrativas, elaboração de materiais didáticos, formação de professores e organização de cursos que
respondem a demandas sociais e acadêmicas específicas. A implementação do projeto demonstra, portanto,
como as iniciativas de ensino de PLAc podem atuar simultaneamente como instrumentos de inclusão
linguística, apoio à internacionalização universitária e promoção da circulação de conhecimentos em língua
portuguesa.
A trajetória do PFI-PLAc também revela aspectos relevantes para o campo de estudos de Português como
Língua de Acolhimento no Brasil. Primeiramente, evidencia o fortalecimento do PLAc como área de atuação
e investigação acadêmica vinculada a políticas públicas e institucionais. Além disso, demonstra a necessidade
de articulação entre ensino de língua, mobilidade acadêmica e acolhimento de populações migrantes,
ampliando o papel das universidades na construção de respostas educacionais frente a contextos de crise
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
humanitária e deslocamentos internacionais. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento do projeto contribui para
a produção de conhecimento científico sobre práticas pedagógicas, formação docente e gestão de políticas
linguísticas no âmbito do ensino superior.
Como desdobramentos futuros, observa-se a continuidade das ações relacionadas ao projeto, incluindo
iniciativas de sistematização e divulgação de materiais, além do desenvolvimento de um ambiente digital
voltado ao ensino de português para públicos internacionais. Nesse contexto, encontra-se em andamento a
disponibilização de informações, materiais e produções relacionadas ao projeto em plataforma digital própria,
a qual poderá ser acessada no site. Tal iniciativa visa ampliar o alcance das ações desenvolvidas, favorecer a
circulação de conhecimentos produzidos no projeto e contribuir para a consolidação de redes de colaboração
no campo do ensino de português para falantes de outras línguas.
Por fim, a experiência analisada aponta para caminhos futuros que envolvem a ampliação de políticas
linguísticas institucionais voltadas ao português como língua de acolhimento, o fortalecimento da formação
de professores para atuação em contextos de mobilidade internacional e a integração entre ensino, pesquisa
e extensão na área. Assim, o caso do PFI-PLAc evidencia que a construção de políticas linguísticas efetivas
depende da articulação entre diferentes níveis institucionais, da continuidade das ações e da produção de
conhecimento que permita compreender e aperfeiçoar essas práticas no contexto brasileiro e internacional.
Agradecimentos
Os autores agradecem à FA, à SETI e ao Fundo Paraná pelo apoio institucional e financeiro às ações de
acolhimento e internacionalização que viabilizaram o desenvolvimento do projeto piloto PFI-PLAc.
Agradecemos, igualmente, às universidades envolvidas, aos docentes, estudantes e participantes do projeto.
Referências
Almeida Filho, José Carlos Paes de. (2005). Linguística Aplicada Ensino de Línguas e Comunicação.
Campinas, SP: Pontes Editora e Arte Língua.
Amaral, M. C., & Santos, G. B. (2022). Conexões possíveis entre políticas linguísticas e português como
língua de acolhimento: considerações a partir de estudos recentes. Web Revista Linguagem, Educação e
Memória, 2(21), 7-19.
Bauer, Martin W.; Gaskel, George.(2002). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual
prático I tradução de Pedrinho A. Guareschi.- Petrópolis, RJ: Vozes.
Calvet, L.J. (2007). As políticas linguísticas (I. O. Duarte, J. Tenfen & M. Bagno, Trads.). Parábola
Editorial; IPOL.
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
Fundação Araucária. (2022). Chamada Pública nº 09/2022 Programa de Acolhida a Cientistas Ucranianos
(Fluxo Contínuo). Recuperado de https://www.fappr.pr.gov.br
Fundação Araucária. (2022). Chamada Pública nº 10/2022 Programa Institucional Universidades
Amig@s: Acolhimento extensionista aos cientistas ucranianos (Fluxo Contínuo). Recuperado de
https://www.fappr.pr.gov.br
Fundação Araucária. (2024). Chamada Pública nº 15/2024 Programa de Permanência de Cientistas
Ucranianos (Fluxo Contínuo). Recuperado de https://www.fappr.pr.gov.br
Fundação Araucária, Universidade Estadual de Ponta Grossa. (2025). Documentário Rodyna [Vídeo].
YouTube. Recuperado de https://www.youtube.com/watch?v=WWbXwnFf15s
Furtado, João Carlos Dias; Queiroz, Pietra Marcia Tavares; Merkle, Carina; Rios, Eliane Segati. (2024). A
arte de fazer: um espaço para as mulheres. Contemporartes: Revista Semanal de Difusão Cultura, v. 1, p.
1-8.
Furtoso,Viviane Aparecida Bagio; Furtado, João Carlos Dias; Merkle, Carina ; Rios, Eliane Segati (2024). I
EPAFIP: primeiro encontro promovido pelo Projeto Piloto Paraná Fala Idiomas Português.
Contemporartes: Revista Semanal de Difusão Cultural, v.1, p. 1-3.
Furtoso,Viviane Aparecida Bagio; Furtado, João Carlos Dias; Merkle, Carina; Silva, Samuel Patrício da;
Rios, Eliane Segati. (2025). O Paraná Fala Idiomas - Português e o Programa de estudantes convênio de
graduação, Português como Língua Estrangeira. Expressa Extensão, v. 30, p. 1-8.
Grosso, M. J. R. (2010). Língua de acolhimento, língua de integração. Horizontes de Linguística Aplicada,
9(2), 6177. https://doi.org/10.26512/rhla.v9i2.886.
Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL).(2024). Legislação.
Recuperado de http://ipol.org.br/publicacoes/legislacao/
Jesus, Paula Clarice Santos Grazziotin de ; Oliveira, Gilvan Müller de. (2021). Política e Planejamento
Linguístico na Ciência e na Educação Superior (PPLICES) como campo de estudo: especificidades do
objeto e problemáticas emergentes. Revista Digital de Políticas Linguísticas, v. 14, p. 6-25.
Lagares, X. C. (2018). Qual política linguística? Desafios glotopolíticos contemporâneos. Parábola
Editorial.
Leffa, Vilson J.; Irala, Valesca Brasil. (2014). O ensino de outra(s) língua(s) na contemporaneidade:
questões conceituais e metodológicas. In: Vilson J. Leffa; Valesca B. Irala. (Org.). Uma espiadinha na
sala de aula: ensinando línguas adicionais no Brasil. 1ed.Pelotas: Educat, v. 1, p. 21-48.
Mori, B.; Ferreira, R. M. T.; Rocha, N. A. (2024). Português como Língua de Acolhimento em contexto
(pós) pandêmico: Perspectivas para o ensino online. Revista EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp.1,
Scientia International Journal for Linguistics, Letters and Arts
of
p. e024018. DOI: 10.29051/el.v10iesp.1.19364. Recuperado de
https://periodicos.fclar.unesp.br/entrelinguas/article/view/19364 Acesso em: 4 mar. 2026.
Oliveira, Gilvan Müller de. (2013).Política linguística e internacionalização: a língua portuguesa no mundo
globalizado do século XXI. Trabalhos em Linguística Aplicada (UNICAMP), v. 52, p. 409-433.
Recuperado de https://www.scielo.br/j/tla/a/MvzjfZ35mKhnxHjWW5W7rMk/?format=html&lang=pt.
Oliveira, G. M. de. (2016). Políticas linguísticas: Uma entrevista com Gilvan Müller de Oliveira. ReVEL,
14(26), 382394. Recuperado de
http://www.revel.inf.br/files/e92f933a3b0ca404b70a1698852e4ebd.pdf.
Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas (RBLL). (2025). Catálogos de Leis de Cooficialização
de Línguas (ucraniano). Recuperado de
https://direitolinguistico.com.br/repositorio/s/rbll/index/search?fulltext_search=ucraniano.
Rios, Eliane Segati; Novelli, Josimayre; Calvo, Luciana Cabrini Simões (Org.). (2021). Paraná fala idiomas
- inglês: Pesquisas, práticas e desafios de uma política linguística de Estado. Organizadoras: Eliane
Segati Rios, Josimayre Novelli e Luciana Cabrini Simões Calvo; Prefácio de Luiz Cezar Kawano. 1.
ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 216 p. Recuperado de
https://www.seti.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2021-
05/parana_fala_idiomas_-_ingles_-_pesquisas_ práticas _e_desafios_de_uma_politica_ linguística _de_
estado.pdf.
Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná. (SETIb, s.d.). Paraná Fala
Idiomas. Recuperado de https://www.seti.pr.gov.br/paranafalaidiomas.