Resumo
Esta pesquisa analisa o Movimento de Mulheres Negras (MMN) na década de 1980 como sujeito político e epistêmico, destacando a autonomia como práxis coletiva e situada. A partir de uma abordagem interseccional e decolonial, investigamos o percurso histórico no contexto do Rio de Janeiro, entre os anos de 1980 e 1997 do MMN, suas estratégias de resistência e sua capacidade de produzir saberes enraizados nas experiências vividas. O texto articula três eixos centrais — ação política, produção de conhecimento e construção de autonomia — para compreender como o MMN tensiona estruturas hegemônicas e afirma epistemologias do Sul. Ao reconhecer o protagonismo das mulheres negras na elaboração de sentidos éticos e políticos, o artigo contribui para os debates sobre justiça epistêmica, direitos e transformação social.
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