Resumen
Neste artigo, efetivado a partir de pesquisa bibliográfica, busca-se resgatar as formas de pensar, sentir e agir racistas de colonizadores de Blumenau e região sobre a população indígena que aqui viviam e sobre os negros/as que para cá foram trazidos como escravos ou que, posteriormente, vieram para servir de mão de obra barata no desenvolvimento local/regional. Uma hipótese sugere que muitos colonos, que vieram no século XIX, tinham suas práticas racistas embasadas em formas de pensar e sentir a partir de teorias eurocêntricas. No século XX, as formas racistas de compreender os seres humanos, foram amplificadas em Blumenau e região pelas ideias do nazismo e do integralismo. Nosso objetivo consiste em apresentar conteúdos inerentes ao eurocentrismo, nazismo e integralismo que servem de sustentação para o pensar, sentir e agir racistas para, então, demonstrarmos as interferências que estas posturas tiveram no desenvolvimento local e regional.
Referencias
Avila, M. R. R. (2014). Território oculto: o escondimento da pobreza em Blumenau. 2º Seminário Nacional de Planejamento e Desenvolvimento. Florianópolis: UDESC.
Brepohl, M. (2013). Os pangermanistas na África: inclusão e exclusão dos nativos nos planos expansionistas do império, 1896-1914. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 33, nº 66.
Butzke, L.; Theis, I. M.; Santos, N. A. G. (2022). Migração, raça e a questão regional no Brasil: uma leitura da contribuição de Giralda Seyferth. Revista Redes (Santa. Cruz do Sul, Online), v. 27.
Corbisier, R. (1981). Hegel (textos escolhidos). Rio de Janeiro: Civilização brasileira.
Cruz, N. R (2004). O integralismo e a questão racial: a intolerância como princípio. Tese. Curso de Pós-graduação em História. Rio de Janeiro: Universidade Federal Fluminense.
Frotscher, M. (1998). Etnicidade e trabalho alemão: outros usos e outros produtos do labor humano. Dissertação. Programa de Pós-Graduação em História. Florianópolis: UFSC.
Frotscher, M. (2003). Da celebração da etnicidade teuto-brasileira à afirmação da brasilidade: ações e discursos das elites locais na esfera pública de Blumenau (1929-1950). Tese. Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianopolis: UFSC.
Gerlach, G. S.; Kadletz, B. K.; Marchetti, M. (2019). Colônia Blumenau no sul do Brasil. São José: Clube do Cinema Nossa Senhora do Desterro.
Gertz, R. E. (1988). Nazismo, fascismo, integralismo e o apoio das oligarquias no Rio Grande do Sul e de Santa Catarina ao Estado Novo. Revista Estudos Ibero-Americanos, PUCRS, v. 14, nº 1.
Informe Blumenau. (2017). https://www.informeblumenau.com/blumenau-tera-um-vereador-negro-e-gay/, de 07 de setembro. Acesso 22/10/2022
Jornal Alvorada. (1936). Blumenau.
Jornal Diário da Noite. (1944). Rio de Janeiro.
Jornal Cidade de Blumenau. (1948). Blumenau.
Justiça do Trabalho. (2014). portal.trt12.jus.br/index.php/noticias/caso-de-racismo-na-furb-resulta-em-danos-morais-de-r-30-mil. Acesso 22/11/2022.
Hackenhaar, C. (2019). O integralismo em Santa Catarina e a tentativa de golpe em março de 1938. Tese. Programa de Pós-Graduação em História. Porto Alegre: UFRGS.
Kilian, F. (1958). Vasculhando velhos arquivos. Blumenau em Cadernos, nº 9, agosto, Tomo I.
Leite, I. B. (org.). (1996). Negros no Sul do Brasil: invisibilidade e territorialidade. Florianópolis: Letras Contemporâneas.
Machado, A. F. (2019). Filosofia africana: ética de cuidado e de pertencimento ou uma poética de encantamento. Paraíba. Problemata: Revista Internacional de filosofia. V. 10. N. 2, UFPB.
Marx, K; Engels, F. (2010). Manifesto comunista. São Paulo: Boitempo.
Marx, K; Engels, F. (2007). A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo.
Moser, M; Ijuim, J. K. (2015). A prática da invisibilidade social sobre as áreas de concentração de pobreza na imprensa de Blumenau (SC). Revista Brasileria de Estudos Latino-Americanos, Florianópolis, v. 5, n. 1.
ND+ (2022). ndmais.com.br/seguranca/polícia/denuncia-de-racismo-durante-aula-em-universidade-de-sc-mobiliza-pm-e-expoe-problema-enraizado/. Acesso 30/11/2022.
O que o integralismo quer. (1935). Jornal Alvorada, Blumenau.
Petri, S. M. V. (1988). A presença do negro na região de Blumenau. Jornal de Santa Catarina, Blumenau, 13 de maio.
Quijano, A. (2005). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO.
Renaux, M. L. (2000). Vida de Pedro Wagner: uma faceta do império no Vale do Itajaí. Blumenau: EDIFURB.
Rede Brasil Atual (2012). www.redebrasilatual.com.br/trabalho/empresa-de-blumenau-e-condenada-a-indenizar-trabalhador-por-pratica-de-racismo/ Acesso em 11/11/2022.
Salomon, M.; Voigt. A. (2000). A. Colonização alemã e escravidão no Vale do Itajaí. In: Ferreira, C. M.; Frotscher, M. (org.). Visões do Vale: perspectivas historiográficas recentes. Blumenau: Nova Letra.
Seyferth, G. (1982). Nacionalismo e identidade étnica. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura.
Seyferth, G. (2004). A ideia de cultura teuto-brasileira: literatura, identidade e os significados da etnicidade. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre: ano 10, n. 22, p. 149-197.
Silva, J. F. (1950). O escudo d’armas do município de Blumenau. In: Caderno Centenário de Blumenau: 1850 – e de setembro – 1950. Blumenau.
Silva, J. F. (1960). O Natal da Bugrinha. Blumenau em Cadernos. Tomo III. N. 12, dezembro.
UNEAFRO. Sítio Eletrônico. https://uneafrobrasil.org/923-2/ Acesso 12/12/22
Vieira, A. (1935). O integralismo e a Lei de Segurança. Jornal Alvorada, Blumenau, 17 de maio.
Voigt, A. F. (1999). Imigrantes entre a cruz e a espada: imigração alemã, confissão religiosa e cidadania no Vale do Itajaí (1847 – 1868). Florianópolis, 1999. Dissertação (Mestrado em História) Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis.
Wittmann, L. T. (2007). O vapor e o batoque. Florianópolis: Letras Contemporâneas
Zanelatto, J. H. (2013). Anauê, Alvorada e flama verde: a imprensa integralista e as disputas pelo poder político em Santa Catarina. Passagens: Revista internacional de história política e cultura jurídica. Rio de Janeiro: Universidade Federal Fluminense. V. 5, n. 3, set. /dez., p. 377-396.

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Derechos de autor 2026 Nelson Garcia Santos (Autor)