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Arquivo e repertório da cultura negra na ficção: Tenda dos Milagres, de Jorge Amado
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Arquivos suplementares

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Palavras-chave

Jorge Amado
Tenda dos milagres
Arquivo
Repertório
Cultura afro-brasileira

Como Citar

de Alencar Pires, A. C., & Tanus, G. (2026). Arquivo e repertório da cultura negra na ficção: Tenda dos Milagres, de Jorge Amado. Scientia International Journal for Social Sciences, 1(1). https://doi.org/10.56365/akbw8v69

Resumo

Observar o romance Tenda dos milagres (1969), de Jorge Amado, pensando-o como um arquivo da cultura afrodescendente é o principal propósito deste artigo. Para isso utilizaremos as reflexões sobre a relação entre arquivo e ficção, desenvolvidas por autores como Keen (2003), Codebò (2010) e Gonzáles Echevarría (2011) E os conceitos de repertório e performance também relacionados ao arquivo, tal como pensados por Diana Taylor (2013). Assim, ancorados no pensamento desses autores, observaremos questões relacionadas às formas de registro da cultura ancestral (re)apresentadas no romance e situações em torno desses registros, como, por exemplo, os embates entre o saber da elite branca e dominante e os saberes tradicionais do povo negro e excluído na cidade de Salvador/BA, nas primeiras décadas do Século XX, bem como a apropriação desses mesmos saberes pela mesma elite no final do século, transformando-os em rentáveis produtos da cultura de massa/indústria cultural, em pleno desenvolvimento naquele momento, impulsionadas pela ditadura empresarial-militar. Em nosso percurso rumo ao livre e vasto território do Pelourinho, cenário da narrativa e lócus de enunciação de Pedro Archanjo, o protagonista, outros teóricos nos farão companhia, ajudando-nos a pensar a pluralidade que constitui o romance em foco.

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